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Title: Processos de resiliência, regulação emocional e perspetiva temporal: um estudo comparativo sobre adolescentes institucionalizados vítimas de maus-tratos familiares.
Authors: Afonso, Susete Alexandra Teixeira
Keywords: Institucionalização
Maus-tratos
Resiliência
Regulação emocional
Orientação temporal
Institutionalization
Maltreatment
Resilience
Emotional regulation
Time perspective
Issue Date: Mar-2014
Publisher: Universidade Portucalense
Citation: Afonso, S.A.T. (2014). Processos de resiliência, regulação emocional e perspetiva temporal: um estudo comparativo sobre adolescentes institucionalizados vítimas de maus-tratos familiares. (Dissertação de Mestrado), Universidade Portucalense, Portugal.
Abstract: O objetivo principal deste estudo consiste em investigar de que modo a vitimização de adolescentes, segundo vários tipos de maus-tratos intrafamiliares, e a subsequente institucionalização determinam o processo de resiliência, a capacidade de regulação emocional e a orientação temporal dos sujeitos. Os participantes integram dois grupos heterogéneos: um grupo de adolescentes institucionalizados (N=30), do sexo masculino e feminino, com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos, estudantes do 6º ao 12º ano de escolaridade, e um grupo de jovens não-institucionalizados (N=30), de ambos os sexos, com as mesmas idades e escolaridades dos sujeitos do grupo anterior, e ainda um subgrupo (N=7) de adolescentes institucionalizados, de ambos os sexos, selecionados de acordo com critérios teóricos. Foi utilizado um design metodológico misto, recorrendo ao método quantitativo e qualitativo. Para o estudo quantitativo da resiliência, utilizou-se o Módulo de Avaliação da Resiliência em Crianças Saudáveis, versão 6.0 (HKRAM), e para medir a regulação emocional recorreu-se à Escala de Dificuldades na Regulação Emocional (DERS). A recolha de dados qualitativos baseou-se no estudo documental dos processos individuais dos adolescentes institucionalizados, para identificar o tipo de maus-tratos dos quais os sujeitos foram vítimas, e um guião de entrevista narrativa para avaliar o processo de autointerpretação subjetiva da experiência vivida e a perspetiva ou orientação temporal dos sujeitos. Os resultados mostram que, comparando os grupos de adolescentes institucionalizados e não institucionalizados, encontram-se diferenças significativas em alguns fatores que constituem a escala de resiliência, embora o resultado global da escala não apresente diferenças significativas. Ao nível da regulação emocional, não se detetaram diferenças significativas entre os dois grupos. No que concerne à construção de estórias de vida, os sujeitos institucionalizados caraterizam-se, essencialmente, por uma focalização em episódios negativos do passado e ausência de perspetiva futura (evidenciando um padrão narrativo “trágico”).
The main objective of this study is to investigate how the victimization of adolescents, according to various types of intra-family abuse, and subsequent institutionalization determine the process of resilience, the capacity for emotional regulation and temporal orientation of the subjects. Participants integrate two heterogeneous groups: a group of institutionalized adolescents (N=30), male and female, aged between 14 and 18, students from 6th to 12th grade, and a group of young people not institutionalized (N=30) of both sexes, with the same age and schooling of the subjects of the previous group, and also a subgroup (N=7) of institutionalized adolescents of both sexes, selected according to theoretical criteria. A mixed methodological design, drawing on quantitative and qualitative method was used. For the quantitative study of resilience, we used the Module Assessment of Resilience in Healthy Children, version 6.0 (HKRAM), and to measure emotional regulation appealed to the Range Difficulties in Emotional Regulation (DERS). The collection of qualitative data was based on documentary study of individual cases of institutionalized adolescents, to identify the type of abuse to which the subjects were victims, and scripted narrative interview to assess the process of auto interpretation the subjective lived experience and temporal perspective or orientation of the subject. The results show that, comparing the groups of institutionalized young people and non-institutionalized are some significant differences in the scale factors are resilient, while the overall result of the scale shows no significant differences. At the level of emotion regulation, is not sensed significant differences between the two groups. Regarding the construction of life stories, institutionalized subjects are characterized essentially by a focus on negative past episodes and no future perspective (showing a "tragic" narrative pattern).
Description: Dissertação de Mestrado em Psicologia.
URI: http://hdl.handle.net/11328/938
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