Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/11328/602
Title: Diferença cultural e democracia: identidade, cidadania e tolerância na relação entre maioria e minorias.
Authors: Nata, Gil
Keywords: Minorias culturais
Direitos individuais
Direitos culturais
Discriminação positiva
Identidade
Cidadania
Issue Date: 2007
Citation: Nata, G. (2007). Diferença cultural e democracia: identidade, cidadania e tolerância na relação entre maioria e minorias. (Tese de doutoramento), Faculdade de Psicologia, Universidade do Porto, Portugal.
Abstract: Num mundo em progressiva globalização, os encontros e desencontros entre diferentes culturas são cada vez mais frequentes, trazendo consigo novos e difíceis desafios para as democracias e para o conjunto dos seus cidadãos. Partindo da convicção que as relações entre diferentes grupos culturais são construídas de forma diádica e dialéctica pelos respectivos actores, e que só através do acesso à pluralidade das perspectivas em jogo podemos alcançar uma compreensão profunda das problemáticas existentes, realizámos três estudos que procuram dar conta de aspectos importantes das relações entre a maioria e duas minorias culturais no contexto português, designadamente os ciganos e os imigrantes de Leste. No primeiro estudo, entrevistámos líderes de quatro associações de defesa dos direitos e interesses das referidas minorias, questionando-os sobre os principais problemas que estas enfrentam, bem como sobre a participação e o mundo associativo das e pelas minorias. No segundo estudo, levámos a cabo um grupo focalizado com jovens ciganos, de forma a explorarmos as características que constituem a identidade cigana, as diferenças estruturadas com base no sexo, as mudanças geracionais em curso, a experiência de discriminação, e a (difícil) relação da comunidade com a escola. O terceiro estudo foi realizado através de questionário, a uma amostra de pouco mais de 500 sujeitos dos distritos de Porto e Braga, e teve como objectivo analisar a contribuição de um conjunto alargado de variáveis no suporte a direitos das minorias. Para este efeito, desenvolvemos a Escala de Suporte a Direitos das Minorias, cujas três dimensões – direitos individuais, direitos culturais, e discriminação positiva – serviram de variáveis dependentes. Sucintamente, os resultados demonstram a pertinência de considerar o papel activo e determinante que as minorias desempenham na construção da sua diferença e dos seus diferentes, permitindo-nos reenquadrar algumas das complexas questões suscitadas no relacionamento entre estas e a maioria (e/ou instituições democráticas, como por exemplo a escola), a partir de outros discursos, ou melhor, dos discursos dos nossos “outros” sobre si próprios (e por vezes sobre nós). Discutimos ainda os factores mais relevantes no suporte aos direitos das minorias culturais por parte da população maioritária. In a world of progressive globalization, different cultures are bound to face each other more frequently, raising new and difficult challenges for democracies and its citizens. Considering that relations between different cultural groups are built dialectically, and that therefore one can only understand the complexity of the questions through the plurality of perspectives of the actors engaged in these relationships, we conducted three studies that seek to enlighten important facets of the relations between the cultural majority and two minorities in the Portuguese context, namely Gypsies and Eastern European immigrants. In the first study, four leaders of associations that strive for minorities’ rights were interviewed about the main problems that these minorities face, as well as minorities active citizenship in general and the association movement in particular. In the second study, we carried out a focus group interview with teenage gypsies, in order to explore core characteristics of the Gypsy identity, differences structured on the basis of gender, generational change under way in the community, discrimination and prejudice experiences, and the (difficult) relation of gypsies with school. The third study was conducted by questionnaire on a sample of approximately 530 subjects from Porto and Braga districts, with the purpose of examining the contribution of a broad range of variables in the support of minorities’ rights. For this goal, we developed the Minorities’ Rights Support Scale, composed by three dimensions – individual rights, cultural rights and affirmative action – that were used as dependent variables. Briefly, results show the relevance of considering the active and decisive role that minorities play in the construction of their difference and their different, allowing us to see some of the complex issues raised in the relationship between minorities and the majority (and/or democratic institutions, as the school), from different perspectives, or rather, the perspectives of “our others” about themselves (and sometimes about us). Finally, we discuss the most relevant factors in supporting the rights of cultural minorities by the majority population. Dans un monde de globalization progréssive, les rencontres entre différentes cultures sont de plus en plus fréquentes, apportant de nouveaux et difficiles défis pour les démocracies et pour l’emsemble de ses citoyens. En partant de la conviction de que les rapports entre différents groupes culturels sont construits de façon dialectique par leurs acteurs, et que seulement l’accès à la pluralité des perspectives en jeu nous permetra arriver à une compréhension profonde des problèmes existents, nous avons réalizé trois études qui cherchent identifier des aspects importants dans les rapports entre la majorité et deux minorités culturelles dans le contexte portugais, notamment, les gitans et les émigrants du Leste. Dans la premiére étude, nous avons interviewer les dirigants de quatre associations pour la défense des droits et des interés des minorités mentionnées, pour les interroger sur les principaux problèmes que celles-ci affrontent, ainsi comme sur la participation et le monde associatif des minorités, pour les minorités. Dans une segonde étude, nous avons a dévelloper un focus group avec des jeunes gitans, de façon a explorer les caractéristiques qui constituent l’identité gitane, les différences structurées ayant par base le sexe, les changements généracionnels en marche, l’expérience de discrimination, et le rapport (difficil) entre la communoté et l’école. La troisième étude a été réalizée à travers d’un questionnaire passé à un échantillon d’un peu plus de 500 sujets des districts de Porto et de Braga, et elle a eu pour but analiser la contribuition d’un vaste ensemble de variables dans le support aux droits des minorités. Avec cet objectif, nous avons dévellopé l’Echelle de Support aux Droits des Minorités, dont 3 dimensions – droits individuels, droits culturels et discrimination positive – ont servi de variables indépendentes. De façon succinte, les résultats ont démontré la pertinence de considérer le rôle actif et déterminant que les minorités jouent dans la construction de leur différence, en nous permettant enquadrer quelques questions complexes abordées dans le rapport entre ces mêmes minorités et la majorité (et/ou instituitions démocratiques, comme par exemple, l’école), a partir d’autres discours, c’est à dire, à partir des discours de nos “autres” sur eux-même (et parfois sur nous). Nous avons encore discuté les facteurs plus importants dans le support des minorités culturelles par la population majoritaire.
URI: http://hdl.handle.net/11328/602
Appears in Collections:INPP - Teses de Doutoramento / PhD Thesis

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