Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/11328/596
Title: Contributos para a criação de um programa de ensino a mulheres com cancro da mama.
Authors: Dias, Maria do Rosário, orientador científico
Esteves, Maria Raquel Soares Pacheco
Keywords: Cancro da mama feminino
Informação ao doente
Nível de literacia em saúde
Ajustamento psicossocial à doença
Educação para a saúde
Programas de ensino
Breast cancer female
Information to the patient
Level of health literacy
Psychosocial to illness
Health enducation
Teaching programs
Issue Date: 2011
Citation: Esteves, M.R.S.P. (2011). Contributos para a criação de um programa de ensino a mulheres com cancro da mama. (Tese de doutoramento), Universidade Portucalense, Portugal.
Abstract: Este trabalho teve como finalidade criar linhas de orientação, para a elaboração de um programa de ensino, em doentes com diagnóstico de cancro da mama, cujo plano terapêutico incluía tratamento por quimioterapia adjuvante. Para responder a este propósito, realizou-se um estudo exploratório, descritivo e correlacional. A recolha de informação foi feita, através de instrumentos tipo inquérito, por notas de campo e por entrevistas semi-estruturadas contextualizando, este estudo, numa abordagem quantitativa/qualitativa. Participaram 60 mulheres, com diagnóstico de cancro da mama, em tratamento por quimioterapia adjuvante, com uma média de idades de 51,6 anos. Do ponto de vista clínico, 50% tinham sido submetidas a cirurgia conservadora e eram portadoras de doença metastática. O trabalho empírico foi realizado, ao longo de 6 meses, e a recolha da informação fez-se em cinco momentos. Os achados puseram em evidência que: i) a percepção que as mulheres têm sobre a sua família é melhor aos 6 meses do que quando foram referenciadas para o estudo; ii) o nível de literacia em saúde permitiu dividir as mulheres em 3 grupos, sendo o grupo dominante as que integraram o nível de literacia em saúde, marginal/média com 34 (56,7%); iii) o nível de ajustamento psicossocial à doença, embora positivo, diminuiu ao longo do tempo, diferenciando-se, em algumas subescalas, em função do nível de literacia em saúde e, a faixa etária de pertença das participantes; iv) as participantes estão satisfeitas com a informação recebida, mas consideraram-na mais importante que útil, sendo as mulheres do grupo de literacia adequada as que a consideraram mais útil; v) em relação aos factores, que interferem na retenção da informação, na opinião das inquiridas, agruparam-se em factores contextuais e de informação; vi) sobre os comportamentos dos profissionais de saúde, referiram-se que, às vezes, estes ajudam na compreensão da informação. Esta apreciação não variou em função do grupo etário ou nível da literacia em saúde, das participantes mas apresentou variações em algumas subescalas do Ajustamento Psicossocial à doença; vii) quanto ao modo preferido para aceder à informação destacou-se a informação oral, face-a-face, complementada com informação escrita. Aos seis meses, após o inicio do tratamento, as preferências sobre a informação a fornecer às mulheres, com diagnóstico de cancro da mama, cujo plano terapêutico inclua tratamento por quimioterapia adjuvante, os resultados mostraram que i) a informação considerada importante e útil diz respeito às medidas a tomar (pessoais e colectivas), de forma a minimizar o aparecimento dos efeitos dos tratamentos; ii) as preferências da informação recaíram sobre a doença (recuperação e trajectória); iii) as mulheres, com nível de literacia em saúde adequado, são as que gostariam de receber mais informação; iv) o modo preferido para aceder à informação corroborou os achados da avaliação aos 3 meses; v) os recursos preferidos e procurados para aceder às informações privilegiaram a figura dos profissionais de saúde da unidade responsável pelo tratamento actual; vi) o acesso à internet e a outras fontes de informação foi ainda referido pelas mulheres com nível de literacia em saúde adequado sendo, também, estas que mais informação procuram e mais cedo gostariam de ter acesso à mesma. Com base nestes resultados, procedeu-se à discussão, recorrendo, no decurso da mesma, a uma análise SWOT, no sentido de simplificar a complexidade dos achados e submetê-los aos princípios defendidos por Porter (1986) para a definição de uma estratégia. As sugestões, para o programa, foram alinhadas em 4 itens: i) a doença oncológica no contexto clínico e social; ii) as organizações de saúde e seus profissionais; iii) o cancro da mama feminino; e iv) linhas de orientação para a elaboração de um programa de ensino. Os resultados deste estudo sugerem que o nível de literacia em saúde, o ajustamento psicossocial à doença, a disposição “anatómica” da informação, a prestar aos doentes (conteúdos, metodologias estratégias e meios), comportamentos dos profissionais de saúde devem ser factores a considerar na planificação de um programa de ensino em mulheres com cancro de mama. Apesar das limitações deste estudo emerge de imediato uma implicação prática: a implementação e desenvolvimento da figura do enfermeiro de família, a trabalhar em parceria com as unidades de saúde especializadas, assegurando a disponibilização da informação, por períodos mais longos, de forma sistematizada e de acordo com as necessidades de informação das doentes e suas famílias. A (re) valorização desta figura acrescentaria mais ganhos em saúde e, uma maior rentabilização de recursos.
This study aimed to establish guidelines for the preparation of a teaching program, the patients diagnosed with breast cancer, whose treatment plan included adjuvant chemotherapy. To meet this purpose we carried out exploratory, descriptive, and correlational study. Data collection was performed by means of such inquiry, field notes and semistructured interviews by contextualizing this study in a quantitative/qualitative. Participants were 60 women diagnosed with breast cancer, treated by adjuvant chemotherapy, with a mean 51.6 years old. From the clinical point of view 50% had undergone conservative surgery and were suffering from metastatic disease. This survey was conducted over six months, and the information was done on five occasions. The findings have revealed that: i) the perception that women have about their family is better at 6 months than when they were referred to the study; ii) the level of health literacy divided the women into three groups, being the dominant group integrated, them into the levels of health literacy, marginal/average 34 (56.7%); iii) level Psychosocial Adjustment to illness, although positive, decreased throughout time differentiating them in some sub-scales to the level of health literacy, and the age of belonging of the participants; iv) participants are satisfied with the information received, but found it more important than being helpful, the women of the adequate literacy group that found most useful; v) regarding the factors that affect retention of information, in the opinion of respondents, grouped into contextual factors and information; vi) about the behaviors of health professionals reported that they sometimes help in understanding the information. This finding does not vary with the age group or level of health literacy, the participants, but showed variations in some sub-scales of the Psychosocial Adjustment to illness; vii) as the preferred way to access information highlighted to oral information, face to face, complemented by written information. At six months after starting treatment preferences of women on the information provided to women diagnosed with breast cancer, whose treatment plan includes, adjuvant chemotherapy, the results showed that: i) information considered important and useful with respect to the measures to take (personal and corporate) in order to minimize the appearance of treatment effects; ii) preferences for information about the disease relapsed, and their recovery pathology in the same; iii) level of women with adequate health literacy are those that would like to receive more information; iv) the preferred way to access information corroborate the findings of the assessment to 3 months; v) Preferred resources and sought to access privileged information the figure of health professionals of the unit responsible for processing it now; vi) access to the Internet, and other sources of information, was even mentioned by women with adequate level of health literacy, also these ones want more information about the illness and seek earlier would like access to information. Based on these results, we proceeded to the discussion using in the course of it, a SWOT analysis, to simplify the complexity of the findings and submit them to the principles advocated by Porter (1986) to define a strategy. The suggestions for the program, were lined up in four items: i) cancer: clinical and social context; ii) health organizations and its professionals; iii) female breast cancer, iv) guidelines for the development of a teaching program. The results of this study suggest that the level of literacy in health, psychosocial adjustment to illness, the provision anatomical of information to be provided to patients (content, methodologies, strategies and resources), attitudes of health professionals should be factors to consider in planning a teaching program for women with breast cancer. Despite the limitations of the study emerges from an immediate practical implication: the implementation and development of the nurse of the family to work in partnership with specialized health care facilities, ensuring the availability of information for longer periods, in a systematic and according to the information needs of patients and their families. The (re)valorization of this figure would add more health gains a better use of resources.
URI: http://hdl.handle.net/11328/596
Appears in Collections:INPP - Teses de Doutoramento / PhD Thesis

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