Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/11328/4453
Title: Uma abordagem compreensiva do funcionamento mnésico: implicações na Psicologia Forense
Authors: Rodrigues, Pedro F. S.
Alho, Laura
Paulino, Mauro
Keywords: Psicologia jurídica
Psicologia forense
Issue Date: 2019
Publisher: UNICEUMA
Citation: Rodrigues, P. F. S., Alho, L., & Paulino, M. (2019). Uma abordagem compreensiva do funcionamento mnésico: implicações na Psicologia Forense. In Associação Brasileira de Psicologia Jurídica (Ed.), Cadernos de Psicologia Jurídica: Psicologia Jurídica: desafios atuais, (pp. 382-402). Repositório Institucional UPT. http://hdl.handle.net/11328/4453
Abstract: Existem determinadas medidas e cuidados que podem ser adotados no processo de questionamento, com o objetivo de minimizar falhas mnésicas. A primeira consideração a fazer é que é requerida formação multidisciplinar e específica dos profissionais que realizam as inquirições, devendo receber atualizações constantes no seu campo de atuação. Outro cuidado a ter é que a recolha da informação seja feita o mais brevemente possível, por forma a manter intactos os detalhes apreendidos (GORDON; FLEISHER, 2011). Concernente à obtenção de informação, é sugerida a adoção de técnicas da entrevista cognitiva melhorada que visam maximizar a qualidade e a quantidade das informações recolhidas, evitando a sugestionabilidade externa, quando comparada com as entrevistas tradicionais e com propensão a mais falhas (FISHER; BRENNAN; MCCAULEY, 2002). A entrevista cognitiva melhorada baseia-se em princípios estabelecidos nos domínios da memória e cognição, dinâmica interpessoal e comunicação humana, que ao serem aplicados num contexto de entrevista investigativa podem auxiliar na obtenção de informação mais completa e fidedigna por parte das testemunhas e vítimas de crime (MARQUES, 2018). Os profissionais devem ainda atender à idade da testemunha e o seu grau de vulnerabilidade, podendo ter estratégias como a gravação de informação para memória futura. E, por último, mas não menos importante, o entrevistador deve evitar o conhecido “viés de investigador” que confirmam as suas próprias teorias relativas ao autor do delito e às provas, devendo explorar hipóteses alternativas, de forma a obter outras informações relevantes sobre os factos (MAZZONI, 2010). A este propósito, existem guias de orientação desenvolvidos por vários países no sentido de recolher e preservar as evidências testemunhais, instruindo os investigadores a utilizarem perguntas abertas e, posteriormente, recorrerem a questões mais específicas, evitando o uso de perguntas sugestivas e tendo como base a entrevista cognitiva, referida previamente, com o objetivo primordial de reduzir a indução de informação falsa e preservar a informação verdadeira. Porque se afigura particularmente difícil diferenciar declarações verdadeiras de declarações resultantes da sugestionabilidade do entrevistador ou de outras pessoas do ambiente, é deveras importante que o entrevistador garanta que a entrevista está livre de perguntas influenciadoras (GORDON; FLEISHER, 2011).
URI: http://hdl.handle.net/11328/4453
ISBN: 978-85-7262-041-3
Appears in Collections:INPP - Artigos em Revistas Internacionais / Papers in International Journals

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