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Title: Determinantes da sintomatologia depressiva pós natal: Efeitos da saúde perinatal e sintomatologia depressiva pré-natal.
Authors: Conde, Ana, orientador científico
Silva, Fábio Ruben de Maia e
Keywords: sintomatologia depressiva pós natal
Sintomatologia depressiva pré-natal
Postpartum depressive symptoms
Prenatal depressive symptoms
Issue Date: Jun-2016
Citation: Silva, F. R. .M. (2016). Determinantes da sintomatologia depressiva pós natal: Efeitos da súde perinatal e sintomatologia depressiva pré-natal. (Dissertação de mestrado), Universidade Portucalense, Paortugal. Disponível no Repositório UPT, http://hdl.handle.net/11328/1590.
Abstract: Objetivos: Este trabalho tem como objetivos (1) analisar a prevalência da sintomatologia depressiva durante a gravidez e no período pós parto, utilizando instrumentos de auto-relato com cut-offs estabelecidos através da comparação com entrevista clinica gold-standard e ajustados aos diferentes períodos, pré natal e pós natal; e (2) analisar o efeito preditor da sintomatologia depressiva durante a gravidez e da saúde perinatal na sintomatologia depressiva pós parto. Método: Foram recrutadas, 180 mulheres no principal hospital da cidade do Porto e em centro de saúde primários da região, preenchendo medidas de autorrelato de depressão, às 35 semanas de gestação e aos 2 meses após o parto e um instrumento clinimétrico acerca da saúde perinatal, 3 a 4 dias após o parto. Análises descritivas foram utilizadas para caracterizar a amostra e estimar a prevalência de sintomatologia nos dois períodos, modelos de regressão linear foram utilizados para analisar o efeito preditor da sintomatologia depressiva pré parto e da saúde perinatal na sintomatologia depressiva pós parto. Resultados: A prevalência de sintomatologia depressiva das mulheres revelou-se mais acentuada durante o período pré natal do que no pós natal. Relativamente ao efeito preditor da sintomatologia depressiva pré natal na sintomatologia depressiva pós natal, verificamos que um efeito estatisticamente significativo, o mesmo acontece não acontece no caso do efeito preditor da saúde perinatal na sintomatologia depressiva pós natal. Conclusão: A sintomatologia depressiva demonstrou ser superior no período pós natal em relação ao período pré natal. Utilizando questionários de autorrelato, cut-offs empiricamente validados para a população específica devem ser considerados. Pela primeira vez um cut-off adaptado à população portuguesa foi usado como referência, este fator pode estar na génese dos resultados obtidos. Tendo em conta este fator, o estudo aponta para o facto de que as mulheres podem enfrentar desafios principalmente após o nascimento da criança que potenciem a prevalência de sintomatologia depressiva. A sintomatologia depressiva pré natal demonstrou um efeito preditor na sintomatologia depressiva pós natal, uma deteção precoce da sintomatologia durante a gravidez deveria ser um dos principais focos dos serviços de saúde, procurando evitar que as mães cheguem ao período pós natal demonstrando sintomatologia depressiva, facilitando a transição para a parentalidade e consequentemente promovendo uma mulher relação com a criança e um melhor ambiente familiar. O efeito preditor da saúde perinatal na sintomatologia depressiva pós natal não se evidenciou, uma possível explicação para estes resultados, prende-se com o facto de que em estudos anteriores as variáveis de saúde perinatal eram analisadas individualmente, enquanto que no nosso estudo, as variáveis perinatais estão agrupadas em domínios específicos de forma a compreender a saúde perinatal globalmente e atingir uma abordagem mais alargada dos outcomes perinatais.
Aims: This study aims to (1) analyze the prevalence of depression during pregnancy and postpartum period using self-report instruments with established cut- offs by comparison to gold-standard clinical interview and adjusted to different periods ,Prenatal and postnatal ; and (2) to analyze the predictive effect of depression during pregnancy and perinatal health in depressive symptoms postpartum . Methods: Were recruited, 180 women in the main hospital of the city of Oporto and primary health center of the region by completing self-report measures of depression at 35 weeks of pregnancy and two months after delivery and clinimetric instrument on perinatal health, 3/4 days after birth. Descriptive statistics were used to characterize the sample and estimate the prevalence of symptoms in both periods. Linear regression models were used to analyze the predictive effect of prenatal depressive symptoms and perinatal health in postpartum depressive symptoms Results: The prevalence of depressive symptoms of women proved to be more pronounced during the prenatal period than in postnatal period. Regarding the predictor effect of prenatal depressive symptoms in the postnatal depressive symptoms, we found a statistically significant effect, the same does not happen in the case of perinatal health predictor effect on postnatal depressive symptoms. Conclusion: Depressive symptoms shown to be superior in the postnatal period comparing to the prenatal period. Using self-report questionnaires, empirically validated cut-offs for specific population should be considered. For the first time a cut-off adapted to the Portuguese population was used as a reference, this factor may be in the genesis of the results obtained. Given this, the study points to the fact that women may face challenges specifically after childbirth, that enhance the prevalence of depressive symptoms. The prenatal depressive symptoms showed a predictor effect on postnatal depressive symptoms, early detection of symptoms during pregnancy should be a major focus of health services, seeking to prevent mothers from reaching the postnatal period demonstrating depressive symptoms, facilitating transition to parenthood and therefore promoting a better relationship with the child and a better family environment. The predictive effect of perinatal health in postnatal depressive symptoms not evident, a possible explanation for these results relates to the fact that in previous studies perinatal health variables were analyzed individually, whereas in our study, the variables perinatal are grouped in specific areas in order to understand the perinatal health globally and achieving a broader approach of perinatal outcomes.
URI: http://hdl.handle.net/11328/1590
Appears in Collections:INPP - Dissertações de Mestrado / MSc Dissertations

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