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Title: Sintomas psicopatológicos em progenitores de crianças e jovens em perigo: Sua relação com acontecimentos adversos de vida, vulnerabilidade ao stress e resiliência.
Authors: Conde, Ana, orientador científico
Ferreira, Jéssica Andreia Pereira
Keywords: Progenitores
Psicopatologia
Acontecimentos adversos de vida
Vulnerabilidade ao stress
Resiliência
Comissões de proteção de crianças e jovens
Parents
Psychopathology
Adverse events of life
Vulnerability to stress
Resilience
Protection commissions of children and youth
Issue Date: 27-Apr-2016
Citation: Ferreira, J. A. P. (2016). Sintomas psicopatológicos em progenitores de crianças e jovens em perigo: Sua relação com acontecimentos adversos de vida, vulnerabilidade ao stress e resiliência. (Dissertação de Mestrado), Universidade Portucalense, Portugal. Disponível no Repositório UPT, http://hdl.handle.net/11328/1556.
Abstract: A família é considerada como o contexto primário de desenvolvimento da criança/jovem, devendo garantir as condições essenciais para a sua proteção e segurança. Contudo, há famílias que demonstram ser um perigo para as crianças/jovens, devido ao facto de apresentarem diversas vulnerabilidades e, constituírem, neste sentido, um contexto de risco (Carneiro, 1997). Ao contrário do que acontece com o impacto no desenvolvimento infantil e juvenil, o estudo do funcionamento psicológico dos progenitores de crianças/jovens sinalizados numa Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), nomeadamente em termos da prevalência de sintomatologia psicopatológica, não tem sido objeto de tanta atenção. Partindo de evidências empíricas que demonstram o impacto da psicopatologia parental no desenvolvimento dos filhos, em diferentes áreas e ao longo do tempo (Ramchandani & Psychogiou, 2009), a presente investigação tem como objetivos: 1) determinar a prevalência de sintomatologia psicopatológica a níveis clinicamente significativos em pais e mães de crianças/jovens sinalizados pela CPCJ; 2) analisar diferenças de género ao nível da natureza e quantidade de acontecimentos adversos de vida, da vulnerabilidade ao stress, da resiliência e da natureza da sintomatologia psicopatológica evidenciada; 3) comparar progenitores (pais e mães) com e sem sintomatologia psicopatológica a níveis clinicamente significativos em termos da natureza e quantidade de acontecimentos adversos de vida, dimensões de vulnerabilidade ao stress e resiliência. A investigação, de natureza quantitativa-correlacional, implicou uma amostra de 116 homens e 140 mulheres, pertencentes a famílias sinalizadas por uma CPCJ da área metropolitana do Porto (N = 256 participantes). O procedimento de passagem dos instrumentos (protocolo de investigação), decorreu de Fevereiro a Outubro de 2015. Foram administrados o Questionário Sociodemográfico, Questionário dos Acontecimentos de Vida (QAV; Conde & Figueiredo, 2003; instrumento não publicado), Questionário de Vulnerabilidade ao Stress (23QVS; Vaz-Serra, 2000a), a Escala de Fatores da Resiliência (EFR; versão portuguesa de Vilelas, Lucas, Silva, Nunes & Neves, 2013) e o Inventário de Sintomas Psicpatológicos (BSI; versão portuguesa de Canavarro, 1999). Os resultados mostraram um maior número de acontecimentos adversos de vida, maior resiliência e maior psicopatologia nas mulheres e, os homens mostraram ser mais vulneráveis ao stress. A psicopatologia dos pais associou-se a menores acontecimentos adversos de vida no domínio da reprodução/parentalidade, de facto estes pais com sintomatologia a níveis clinicamente significativos têm maior vulnerabilidade ao stress relativamente: à Inibição e dependência funcional, Carência de apoio social, Condições de vida adversas, Deprivação de afeto e rejeição, e, menor resiliência. Seria pertinente uma intervenção das CPCJ junto destes pais, ao nível de intervenção social, centrada nas formas de apoio funcional, social e económico; o foco principal deveria ser numa intervenção que se centra-se nos processos cognitivos (principalmente quanto à perceção dos vários acontecimentos que vivenciam) para reeducar neste sentido e desenvolverem alternativas de percecionar os acontecimentos que sejam mais adaptativas, o que por sua vez também predispõe a uma maior resiliência, assim sendo, para trabalhar esta última também seria importante a implementação de intervenções centradas na promoção das capacidades e competências destes pais ao nível de como lidar com emoções e situações difíceis. À semelhança dos pais, a psicopatologia das mães associou-se a uma maior vulnerabilidade ao stress relativamente: à Inibição e dependência funcional, Carência de apoio social e, Deprivação de afeto e rejeição, mas também ao nível da Subjugação, e menor resiliência tal como no caso dos pais. Ao contrário dos pais, acontecimentos adversos de vida relacionados com o acesso aos cuidados de saúde é algo mais prevalente entre as mulheres com elevada psicopatologia. No caso das mães seria importante uma intervenção social, centrada nas formas de apoio funcional, social e económico, mas também de natureza emocional e interpessoal. Para ambos os progenitores, seria pertinente a implementação de técnicas de ação centradas no âmbito da saúde mental dos mesmos. Para que sejam possíveis os tipos de intervenções mencionadas, tem que haver previamente rastreios ao nível da psicopatologia destes progenitores, uma vez que as medidas da CPCJ não se focam nem na avaliação nem na intervenção a este nível e, poderá ser importante para compreender determinados comportamentos destes perante os seus filhos, para de certa forma proteger estes últimos e sobretudo, desenvolver um ambiente harmonioso no seio familiar.
The family is considered as the primary context of development of the child/young person and must ensure the essential conditions for their protection and safety. However, there are families that prove to be a danger to children/young people, because to present several vulnerabilities, and constitute in this sense a risk context (Carneiro, 1997). Unlike what happens with the impact on child and youth development, the study of the psychological functioning of parents of children/young people signaled a Children and Young Persons Protection Commission (CPCJ), particularly in terms of the prevalence of psychopathological symptoms, has not been object of so much attention. Starting from empirical evidence demonstrating the impact of parental psychopathology in the development of children in different areas and over time (Ramchandani & Psychogiou, 2009), this research aims to: 1) determine the prevalence of psychopathological symptoms to clinically significant levels in parents of children/young people marked by CPCJ; 2) to analyze gender differences in the nature and quantity of adverse events of life, vulnerability to stress, resilience and nature of evidenced psychopathological symptoms; 3) comparing progenitors (parents) with and without psychopathological symptoms clinically significant levels in terms of nature and amount of adverse events of life, vulnerability to stress dimensions and resilience. The research, quantitative-correlational nature, involved a sample of 116 men and 140 women, from families marked by a CPCJ the metropolitan area of Oporto (N = 256 participants). The procedure of passage of instruments (research protocol), took place from February to October 2015 were administered the Sociodemographic Questionnaire, Questionnaire of Life Events (aviation fuel, Conde & Figueiredo, 2003; instrument not published), Vulnerability to Stress Questionnaire (23QVS, Vaz- Serra, 2000a), the Resiliency Factors Scale (EFR; portuguese version of Vilelas, Lucas, Silva Nunes & Neves, 2013) and the Symptom Inventory Psicpatológicos (BSI; portuguese version of Canavarro, 1999b). The results showed a greater number of adverse events of life, and greater resilience psychopathology in women and men showed to be more vulnerable to stress. The parental psychopathology was associated with fewer adverse events of life in the field of play/parenting indeed these parents with symptoms clinically significant levels have increased vulnerability to stress respect: the inhibition and functional dependence, Lack of social support, conditions adverse life, deprivation affection and rejection, and less resilience. an intervention of CPCJ would be relevant among these parents, the level of social intervention, focused on ways to functional, social and economic support; the focus should be an intervention that focuses on cognitive processes (especially regarding the perception of various events that experience) to retrain in this direction and develop alternatives percecionar events that is more adaptive, which in turn also predisposes greater resilience, therefore, to work the latter it would also be important to implement interventions focused on promoting the skills and competences of these parents in terms of how to deal with emotions and difficult situations. Like the parents, psychopathology mothers was associated with greater vulnerability to stress respect: the inhibition and functional dependence, Lack of social support and deprivation affection and rejection, but also at the level of Subjugation, and less resilience as for fathers. Unlike parents, adverse events of life related to access to health care is more prevalent among women with high psychopathology. In the case of mothers social intervention would be important, focusing on forms of functional, social and economic support but also emotional and interpersonal nature. For both parents, the implementation of action techniques centered within the mental health of these would be relevant. To be possible types of operations mentioned, must previously be screened at the level of psychopathology these progenitors, since the measurements of CPCJ not focus or the evaluation or for intervention at this level and may be important to understand certain behaviors these before his sons, to somehow protect these and above all, develop a harmonious environment within the family.
URI: http://hdl.handle.net/11328/1556
Appears in Collections:INPP - Dissertações de Mestrado / MSc Dissertations

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