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Title: Reflexões acerca da ideia de sistema na ciência do direito.
Authors: Costa, Eva Dias
Keywords: Ciência do direito
Metodologia jurídica
Issue Date: 2015
Publisher: Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
Citation: Costa, E. D. (2015). Reflexões acerca da ideia de sistema na ciência do direito. Revista Jurídica Luso Brasileira, Ano 1, n.º 1, 619-682.Disponível no Repositório UPT, http://repositorio.uportu.pt//handle/11328/1384.
Series/Report no.: n.º 1
Abstract: A atividade de interpretação decorre da própria necessidade de aplicação da lei. A missão do intérprete, aplicador do Direito, é construir conteúdos de sentidos, ou significações, a partir dos dispositivos legais, com a aplicação do Direito aos casos concretos. Contudo, não se pode ignorar que as normas só atingem o seu conteúdo em harmonia com as demais normas se for tomada em consideração a relação sistemática que entre elas existe. A metodologia jurídica parte, nos seus postulados, da existên-cia fundamental da unidade do Direito (indício da ideia de sis-tema), como se comprova, por exemplo, pela regra da interpre-tação sistemática ou pela pesquisa dos princípios gerais de Di-reito. O que, aliás, evita o casuísmo ao estabelecer os limites da interpretação provenientes da comparação entre os textos nor-mativos. O intérprete não só constrói, mas reconstrói sentido, tendo em vista a existência de significados incorporados ao uso linguístico e construídos na comunidade do discurso. Por força das conceções racionalistas, dominantes nos séculos XVII e XVIII, nas quais preponderava a valoração da lei como expressão máxima do Direito, não havia preocupações com a interpretação. Considerada a lei clara e precisa, de modo a prever todos os conflitos humanos, restava ao juiz a função de aplicá-la, sem qualquer valoração, como se de uma tarefa mecânica se tratasse - in claris non fit interpretatio. A metodologia de uma ciência é a sua reflexão sobre a própria atividade. Não pretende apenas descrever os métodos aplicados na ciência, mas compreendê-los, isto é, conhecer a sua necessi-dade, a sua justificação e os seus limites. A necessidade e a justificação do método decorrem do signifi-cado, da especificidade estrutural do objeto que por meio dele deve ser elucidado. Não se pode, portanto, tratar da ciência do Direito sem simultaneamente tratar do próprio Direito.
URI: http://repositorio.uportu.pt/11328/1384
ISSN: 2183-539X
Appears in Collections:IJP - Artigos em Revistas Internacionais / Papers in International Journals

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